O “bare infinitive” é a forma base do verbo, sem to: “She can swim.” “They let him go.” “He made me laugh.” Boa notícia: em português também dizemos “Eu posso nadar”, sem nada entre os dois verbos.
O que você vai aprender
Normalmente aprendemos os verbos em inglês com to: to swim, to go, to ask. Mas em algumas posições fixas o to cai e sobra só a forma base do verbo: é o “bare infinitive” (literalmente, “infinitivo nu”). Os casos mais importantes: depois dos verbos modais e depois de let/make.
A ideia é familiar: em português você diz “Eu posso nadar”, “Meus pais me deixam ficar na rua até tarde”, sem preposição entre os dois verbos. Em inglês, nesses mesmos casos, também não entra to.
Depois de can, could, will, would, shall, should, may, might e must, sempre vem a forma base, sem to: “You must finish this by Friday.” “We should leave before it gets dark.” Igualzinho a “Você deve terminar isso até sexta” ou “A gente deveria sair antes de escurecer”.
O erro mais comum do brasileiro aqui não vem do português, e sim do hábito de decorar os verbos como “to + verbo”: aí o to escapa onde não deve (“She can to swim”). Existem, sim, expressões com to: have to, be able to, need to e ought to (“I have to go”, “You ought to call her”). A diferença é justamente essa: can não tem to, be able to tem.
Na voz ativa, depois de let e make vem a pessoa e depois a forma base, sem to: “She let him go.” “The movie made me cry.”
O português ajuda muito aqui. Make funciona como “fazer” + infinitivo: “O filme me fez chorar” → “The movie made me cry”; “O professor nos fez refazer o trabalho” → “The teacher made us redo the assignment”. Let funciona como “deixar” no sentido de “permitir”: “Ela o deixou ir” → “She let him go”. Cuidado: “deixar” também se traduz por leave (deixar um objeto em algum lugar, deixar alguém sozinho, ir embora), mas para “deixar alguém fazer algo” é let: “She left him go” e “My parents leave me stay out late” estão errados.
A armadilha é “obrigar a” ou “forçar a”: “Eles o obrigaram a esperar lá fora” tem um “a” que vira to com facilidade (“They made him to wait outside”). Com make na voz ativa, nunca use to: “They made him wait outside.”
Outro ponto: para um serviço que você pede a alguém, o português diz “Mandei consertar meu carro”. Isso não é make nem let, e sim have + objeto + particípio: “I had my car repaired.”
Depois de help, as duas formas estão certas: “help me carry” e “help me to carry”. A forma sem to é a mais comum no dia a dia, principalmente no inglês americano. O que está errado é usar -ing (“help me to carrying”).
Aqui está a regra surpreendente: quando make está na voz passiva (was/were made), o to volta antes do infinitivo: “I was made to apologize.” “He was made to wait outside.”
Para você isso é até uma ajuda: em português também dizemos “Fui obrigado a pedir desculpas”, com “a”. Mesmo que no dia a dia se diga mais “Me obrigaram a pedir desculpas”, a passiva é bem comum em inglês. Guarde: ativa “made him wait”, passiva “was made to wait”. O mesmo acontece, mais raramente, com see e hear na passiva: “He was seen to leave.”
Let + infinitivo normalmente não tem passiva (“was let go” é uma expressão fixa que significa “ser demitido”). Para “Me deixaram sair mais cedo” na passiva, use be allowed to: “I was allowed to leave early.” E verbos como tell e ask sempre levam to, na ativa (“They told him to wait”) e na passiva (“He was told to wait”).
Depois de had better (quase sempre contraído: 'd better) e would rather (quase sempre 'd rather), também vem a forma base, sem to: “You'd better leave now.” (É melhor você ir embora agora.) — “I'd rather stay home tonight.” (Prefiro ficar em casa hoje à noite.) Em português também não tem preposição: “é melhor sair”, “prefiro ficar”. Então não escreva “You'd better to leave”. (Já com prefer, sim: “I prefer to stay”.)
Why not + forma base serve para dar uma sugestão: “Why not ask him yourself?” O português ajuda: “Por que não perguntar a ele você mesmo?” tem a mesma estrutura, sem preposição. Nada de “Why not to ask”. Você também pode dizer “Why don't you ask him yourself?”: de novo, sem to. Um detalhe: se would rather vier seguido de uma oração completa com outro sujeito, a estrutura muda (“I'd rather you stayed”), mas logo depois de would rather o verbo vem sem to.
Depois de verbo modal, nunca use to, como em “Ela sabe nadar muito bem”: nada entre os dois verbos.
Depois de had better ('d better), forma base sem to, como em “É melhor você sair agora”.
Na ativa, depois de make + pessoa vem a forma base sem to, como em “me fez chorar”. Não pense em “obrigar a”.
Na passiva (was/were made), o to volta, como o “a” de “fui obrigado a pedir desculpas”.
Would rather vem com a forma base, sem to, como “prefiro ficar”. (Quem leva to é prefer: I prefer to stay.)
“Deixar” no sentido de “permitir” = let. Leave é deixar algo em algum lugar, deixar alguém ou ir embora.
“Mandei consertar meu carro” não se diz com make. Para um serviço, use have + objeto + particípio.
Em português, depois de poder, dever e saber, o infinitivo vem direto: “Eu posso nadar”, “Você deve ir”, “A gente deveria sair”
Em inglês é igual, então essa parte é fácil: “She can swim”, “You must go”, “We should leave”. Não deixe o hábito de “to + verbo” atrapalhar: must e should nunca levam to. Quem leva to são have to, be able to, need to e ought to.
“O filme me fez chorar”, “Meus pais me deixam sair”, mas “Eles o obrigaram a esperar”
Pense em “fazer” e “deixar” + infinitivo, que não têm preposição: “It made me cry”, “They let me go out”. O “a” de “obrigar a” não passa para o inglês na voz ativa: “They made him wait”. O to só volta na passiva, e aí combina com o português: “He was made to wait outside” — “Ele foi obrigado a esperar lá fora”.
“Mandei consertar meu carro”, e “deixar”, que significa ao mesmo tempo let e leave
Pedir que alguém faça um serviço não se diz com make: “I made repair my car” está errado. Use have + objeto + particípio: “I had my car repaired”. Make é obrigar alguém (“The teacher made us redo the assignment”). E “deixar alguém fazer” é let, não leave: “She let him go”, e não “She left him go”.
💡 Como com poder e dever: depois de can, must, should, nada entre os dois verbos.
💡 Make na ativa: sem to (made him wait), como “fez ele esperar”. Make na passiva: com to (was made to wait).
💡 “Deixar alguém fazer” = let + pessoa + forma base, nunca leave.
💡 “Me deixaram sair mais cedo” na passiva: I was allowed to leave early, e não I was let leave.
"Can I stay out past ten tonight?"
"I'll let you stay out until ten thirty, but you must text me when you leave."
"Okay, deal. Why not just come pick me up instead?"
"You'd better call me first — I might be busy."
Exercício 1 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — after a modal verb.
Exercício 2 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — after 'let'.
Exercício 3 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — after 'make' (active).
Exercício 4 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — passive 'make' needs 'to' back.
Exercício 5 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — after 'had better'.
Exercício 6 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — after 'would rather'.
Exercício 7 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — after 'help' (bare infinitive is common and natural).
Exercício 8 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence — 'why not' + bare infinitive.
Exercício 9 · Complete a frase
Complete with the bare infinitive: 'You must ___ (finish) this by Friday.'
Exercício 10 · Complete a frase
Complete with the bare infinitive: 'The teacher made us ___ (redo) the assignment.'
Exercício 11 · Classifique em grupos
0 / 6 classificadas
Exercício 12 · Armadilha típica: “deixar” → leave
Portuguese: "Meus pais me deixam ficar na rua até tarde." Which English translation is correct?
Cinco perguntas rápidas para ver o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
Choose the correct sentence.
Verbo + pessoa + infinitivo com to
Want, ask, tell, advise + pessoa + to: “Quero que você me ligue” é I want you to call me, e “pedir para alguém” é ask someone to.
Verb patterns: -ing ou to?
Avoid, mind e suggest + -ing; want e decide + to; like e begin com as duas formas. Os três grupos e por que o infinitivo do português engana.
Infinitivo com to (to-infinitive)
O infinitivo com to: finalidade, depois de adjetivos e verbos comuns, e por que “para comprar” não vira for to buy.
Gerund (a forma -ing como substantivo)
A forma -ing usada como substantivo: sujeito da frase, depois de enjoy ou avoid e depois de preposição — onde o português usa o infinitivo.