Tom gave Anna a ring yesterday. Cada oração se monta com alguns termos, cada um com a sua função, muito parecidos com o sujeito, os objetos e o predicativo que você viu na escola.
O que você vai aprender
Uma oração (clause) é formada por alguns termos, cada um com a sua função: Subject (quem ou o quê), Verb (a ação ou o estado), Object (quem ou o que recebe a ação), Complement (descreve ou identifica o sujeito) e Adverbial (informação extra de tempo, lugar, modo ou causa).
Você já conhece quase tudo da escola: Subject ≈ sujeito, Verb ≈ verbo, direct object ≈ objeto direto, indirect object ≈ objeto indireto, Adverbial ≈ adjunto adverbial. Cuidado com o falso amigo: o complement do inglês corresponde ao predicativo do sujeito (“Maria é médica”), e não ao complemento nominal nem a qualquer “complemento”.
A ordem básica é a mesma do português: Subject + Verb + Object. Só que em inglês ela é bem mais rígida, porque é a posição que mostra quem faz o quê: não se separa o verbo do seu objeto com um advérbio, não se deixa o sujeito de fora e não se repete o sujeito.
Toda oração em inglês, afirmativa, negativa ou interrogativa, precisa de um Subject (quem faz a ação ou de quem se fala) e de um Verb (a ação ou o estado). A única exceção comum são as ordens sem sujeito: “Sit down!”
Aqui está uma armadilha clássica para brasileiros: em português o sujeito pode sumir (“Liguei ontem”, “Chove muito”, “É importante”). Em inglês ele sempre aparece, mesmo quando não se refere a nada: “I called yesterday”, “It's raining”, “It's important”, nunca “Is raining” ou “Is important”.
E o contrário também: na fala, o brasileiro muitas vezes repete o sujeito com um pronome (“Meu irmão, ele me ligou ontem”, “Essa reunião, ela começa às nove”). Em inglês, o sujeito aparece uma vez só: “My brother called me yesterday”, “The meeting starts at nine”, e não “My brother, he called me”.
O direct object recebe a ação diretamente (“She cooked dinner.”). O indirect object é a pessoa (mais raramente a coisa) que recebe algo ou se beneficia; ele aparece muito com verbos como give, send ou show, antes do direct object e sem preposição: “She gave him a gift.”
Em português, o objeto indireto vem com “para” ou “a” (“Dei um presente para a Anna”). Em inglês, quando o indirect object vem antes do direct object, ele não tem preposição: “She gave Anna a gift”, e não “She gave to Anna a gift”. Se quiser usar to, o indirect object vai para o final: “She gave a gift to Anna.” E os pronomes ficam depois do verbo, não antes como no português do Brasil: “Ela me deu um presente” → “She gave me a gift”, “Eu te vi” → “I saw you”. Com dois pronomes, primeiro vem a coisa (it) e depois to + pessoa: “Eu dei isso a ela” → “I gave it to her.”
Não confie na análise do português para saber se o objeto é direto ou indireto: “gostar de chocolate”, “precisar de ajuda”, “telefonar para a Ana” e “assistir a um filme” têm preposição em português, mas em inglês se diz “like chocolate”, “need help”, “call Ana”, “watch a movie”, com direct object. Ao contrário, “ouvir música” vira “listen to music”.
Outra regra-chave: não se coloca advérbio entre o verbo e o direct object (só um indirect object pode entrar ali, como em “She gave him a gift.”). Em português, “Eu falo muito bem inglês” ou “Gosto muito de chocolate” são naturais, mas em inglês se diz “I speak English very well”, “I like chocolate very much”, nunca “I speak very well English”.
Depois de um linking verb (be, seem, look, become, feel, sound, taste...) vem um Complement, não um objeto. Ele descreve ou identifica o sujeito em vez de receber uma ação, exatamente como o predicativo do sujeito depois de ser, estar, parecer, ficar ou tornar-se. Um detalhe importante: com profissão, o inglês precisa de a/an, mesmo que o português não use artigo: “Maria é médica” → “Maria is a doctor.”
Aqui o português ajuda: “o café está com um cheiro maravilhoso”, “o bolo parece delicioso” usam adjetivo, como o inglês: “The coffee smells amazing”, não “smells amazingly”. Cuidado só com o “bem”: “Isso soa bem”, “Isso tá com uma cara boa” viram “It sounds good”, “It looks good”, não “sounds well”. (“You look well” existe, mas significa “você parece estar com saúde”.)
Um Adverbial dá uma informação de tempo, lugar, modo ou causa. Em geral, dá para tirar ou mover o adverbial sem mudar o sentido básico da frase, como um adjunto adverbial. (Há exceções em que ele é necessário, por exemplo “She put the keys on the table.”: sem on the table, a frase fica incompleta.)
Um adverbial pode vir no começo, como em português (“Ontem meu irmão me ligou” → “Yesterday, my brother called me.”), mas isso não o transforma em sujeito, e a ordem Subject + Verb continua a mesma. Numa frase neutra, lugar e tempo costumam ir no final, primeiro o lugar e depois o tempo: “We met at the café yesterday.”
Depois de um linking verb como be, o grupo nominal que vem a seguir é um complement, não um objeto, como o predicativo em “Ela é professora”.
O indirect object (him) vem antes do direct object (a gift). Se quiser colocar a coisa primeiro, use to: She gave a gift to him.
Um adverbial pode abrir a frase sem virar sujeito. Depois dele, a ordem continua Subject + Verb.
Tradução de “Ela deu para ele um presente”. Quando o indirect object vem antes do direct object, ele não leva to. Com to, ele vai para o final: She gave a gift to him.
“Eu falo muito bem inglês” é natural em português, mas em inglês o verbo e o direct object ficam juntos. O adverbial vem depois.
“Está chovendo de novo” não tem sujeito em português, mas em inglês a oração precisa de um: o it vazio.
Depois de smell, taste, look... vem um adjetivo como complement, como em “o bolo parece delicioso”. Nada de advérbio em -ly.
“Maria é médica” não tem artigo em português, mas em inglês um complement que indica profissão no singular precisa de a/an.
Tradução de “Meu irmão, ele me ligou ontem”. No inglês neutro, o sujeito aparece uma vez só.
Em português, o advérbio muitas vezes vem logo depois do verbo, antes do objeto: “Eu falo muito bem inglês”, “Gosto muito desse filme”
Em inglês, o verbo e o direct object ficam juntos; o adverbial vem depois: “I speak English very well”, “I really like this film” ou “I like this film very much”. “I speak very well English” está errado.
Em português o sujeito pode ficar oculto: “Liguei ontem”, “Chove”, “É importante estudar”
Em inglês, toda oração (exceto as ordens) precisa de sujeito expresso, mesmo que seja só um it vazio: “I called yesterday”, “It's raining”, “It's important to study”.
Em português, o objeto indireto vem com “para” ou “a”, e os pronomes costumam vir antes do verbo: “Dei um presente para a Anna”, “Ela me deu um presente”
Em inglês, o indirect object não tem preposição quando vem antes do direct object (“She gave Anna a gift”, “She gave him a gift”). Você só usa to se a pessoa for para o final: “She gave a gift to Anna.” E os pronomes objeto vêm sempre depois do verbo: “I saw him”, não “I him saw”.
Na gramática da escola, “complemento” pode ser complemento verbal (objetos) ou complemento nominal, e o predicativo do sujeito é outra coisa
Em inglês, complement é justamente o predicativo: o que vem depois de um linking verb e descreve o sujeito (“Maria is a doctor.”, “The cake looks delicious.”). Os objetos são objects, e os adjuntos adverbiais são adverbials.
💡 Nada de advérbio entre o verbo e o direct object: I speak English very well, não I speak very well English.
💡 Sujeito sempre expresso: It's raining, It's important, I called yesterday.
💡 Depois de be, seem, look, taste, smell..., procure um Complement (muitas vezes um adjetivo), não um Object.
💡 Se o termo responde a “quando?”, “onde?”, “como?” ou “por quê?”, é um Adverbial, mesmo no começo da frase.
💡 Indirect object antes do direct object = sem to: She gave Anna a gift.
"Who gave you that camera?"
"My sister gave it to me last year, right before her trip to Japan."
"That was generous of her!"
"She really was — she knew how much I wanted one."
Exercício 1 · Identifique o termo
'The dog barked loudly.' — What is 'barked'?
Exercício 2 · Identifique o termo
'The dog barked loudly.' — What is 'loudly'?
Exercício 3 · Identifique o termo
'Maria is a doctor.' — What is 'a doctor'?
Exercício 4 · Identifique o termo
'She cooked dinner.' — What is 'dinner'?
Exercício 5 · Identifique o termo
'She gave him a gift.' — What is 'him'?
Exercício 6 · Identifique o termo
'She gave him a gift.' — What is 'a gift'?
Exercício 7 · Identifique o termo
'The coffee smells amazing.' — What is 'amazing'?
Exercício 8 · Escolha o termo certo
Which element answers questions like 'where,' 'when,' or 'how'?
Exercício 9 · Identifique o termo
'The children played in the park.' — What is 'in the park'?
Exercício 10 · Escreva o Subject
Identify the subject: 'My sister studies medicine.'
Exercício 11 · Classifique em grupos
0 / 8 classificadas
Exercício 12 · Erro típico: o advérbio entre o verbo e o objeto
Portuguese: "Eu falo muito bem inglês." Which English translation is correct?
Cinco perguntas rápidas para ver o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
'The cake looks delicious.' — What is 'delicious'?
Orações principais e subordinadas (Clauses)
Independent e dependent clauses: como formar simple, compound e complex sentences, e por que “período composto” não é o mesmo que compound sentence.
Dummy it: o sujeito “vazio” (It's raining)
It como sujeito para tempo, horas, distância e It's hard to say: por que o inglês não aceita “Is raining” nem “Are five hours”.
Frases exclamativas (What a…! / How…!)
What a beautiful day! How wonderful! Em português tudo é “Que…!”, mas o inglês divide em What e How — e “Que surpresa!” pede artigo: What a surprise!
A ordem das palavras em inglês
Sujeito-verbo-objeto fixo, nada entre o verbo e o objeto, dois objetos sem “explain me” e o fronting para dar ênfase: a ordem das palavras em inglês.