I want to go, but I can't [go]. She's taller than I am [tall].
O que você vai aprender
Na elipse, você omite uma palavra ou expressão que a outra pessoa consegue completar pelo contexto, em vez de repeti-la. O inglês faz isso o tempo todo, principalmente para não repetir um verbo que acabou de aparecer.
Boa parte vai parecer familiar: “Quero ir, mas não posso.” A diferença está no que sobra. O português pode deixar só “também”, “sim” ou “não” (“e ela também”, “mas eu não”) ou repetir o verbo principal (“Gosto”), enquanto o inglês quase sempre precisa de um verbo auxiliar. Esse é o assunto desta lição.
Quando as duas partes da frase têm o mesmo verbo principal, normalmente ele é omitido na segunda, mas o auxiliar ou modal (o que marca o tempo ou o modo) continua: “He can swim, and she can too.” “I haven't finished, but he has.” Em português “e ela também” ou “mas ele sim” bastam, daí a tentação de escrever “and she too” ou “but he yes”. Em inglês o auxiliar não pode sumir. (Outra forma bem comum: “He can swim, and so can she.”)
Se a primeira parte não tem auxiliar (presente simples ou passado simples), quem entra no lugar é do / does / did: “He runs faster than I do.” “She wanted to leave, but I didn't.” O português não tem nada parecido: dizemos só “do que eu” ou “mas eu não”. “But I not” e “but I no” estão errados.
Isso vale também para as respostas curtas. Em português respondemos repetindo o verbo principal: “Você gosta de café? — Gosto.” “Você sabe nadar? — Sei.” Em inglês a resposta repete o auxiliar: “Yes, I do.”, “Yes, I can.” (“Yes, I like” não funciona, e para “Sei” nadar a resposta é “Yes, I can”, não “Yes, I know”). E quando a frase termina no auxiliar, ele não se contrai com o sujeito: “Yes, I am”, não “Yes, I'm”; “he has”, não “he's”. Já as negativas contraídas são totalmente normais: I can't, I didn't.
Com infinitivo com to, o to fica: “I want to, but I can't.”, “I'd like to.” Em português “Quero, mas não posso” está completo, mas “I want, but I can't” está errado. (Expressões fixas como “if you want” ou “I'll try” não levam to.) Depois de can, must, will, should etc., nunca use to: “I can't right now”, não “I can't to”.
Nas comparações, o “(do) que” de “mais alta do que eu” é than, nem that nem as (as só aparece em as … as, “tão … quanto”, ou the same as, “o mesmo que”): “She's taller than I am.” Na fala, “She's taller than me” é perfeitamente normal, igual ao nosso “do que eu”; “than I” sozinho, sem verbo, soa bem formal.
Quando duas partes ligadas por and têm o mesmo verbo, dá para tirá-lo completamente da segunda: sobram só o sujeito e o que vem depois do verbo. Igualzinho ao português: “O Tom estuda direito, e a Ana medicina.”
Só cuidado com a preposição: em português dizemos “Ele gosta de chá, e ela de café”, mas like não leva preposição, então nada de “and she of coffee”: “He likes tea, and she coffee.” O verbo some por inteiro; não o coloque no final (“and she coffee likes” está errado). Em inglês, o gapping soa mais escrito ou propositalmente conciso; numa conversa descontraída, é comum dizer simplesmente “and she likes coffee”.
Na conversa, tudo o que já está claro é cortado, e só fica a informação nova. As perguntas também encolhem: num registro bem informal, “Are you coming?” vira “Coming?”, mais ou menos como o nosso “Vem?”.
Nas respostas curtas, o pronome é o de objeto: “Not me.” e “Me.” (e não “Not I did” nem “It is me who is calling”). Repare que o nosso “Eu não!” vira “Not me!”, e não “I not”. Para aceitar uma oferta (“Quer bolo? — Quero!”), diga “Yes, please.”, e não “Yes, I want”. Em inglês, responder a uma oferta só com o verbo want soa estranho e até um pouco brusco.
Não repita o verbo principal depois do modal: o modal sozinho já representa todo o grupo verbal.
“E ela também” não tem verbo em português, mas em inglês o auxiliar ou modal (can, has, is) tem que ficar.
“Mas eu não” pede um auxiliar em inglês. Se a frase não tem nenhum, use do / does / did: but I didn't.
Tradução de “Gosto.” Em inglês a resposta curta repete o auxiliar da pergunta (do), não o verbo principal. Like sem objeto fica incompleto.
Depois de want, would like, need etc., o to fica, mesmo que “quero, mas não posso” não precise de nada. Só expressões fixas como if you want não levam to.
Depois de um comparativo, “(do) que” é than, nunca that nem as. As aparece em as … as (“tão … quanto”).
Em português o “de” fica (“e ela de café”), mas like não tem preposição, então não sobra nada para repetir.
Em português respondemos “sim” ou “não” repetindo o verbo principal: “Você gosta de café? — Gosto.” “Você terminou? — Terminei.”
Em inglês a resposta curta repete o auxiliar da pergunta, não o verbo principal: “Do you like coffee?” “Yes, I do.” “Have you finished?” “Yes, I have.” “Can you swim?” “Yes, I can.” “Are you ready?” “Yes, I am.” Se a pergunta começa com do / does / did, a resposta usa do / does / did.
Em português a segunda parte pode ficar sem verbo: “Ele sabe nadar, e ela também”, “Eu não terminei, mas ele sim”, “Ela queria ir embora, mas eu não”
Em inglês o auxiliar é obrigatório: “He can swim, and she can too.”, “I haven't finished, but he has.”, “She wanted to leave, but I didn't.” Se a frase não tem auxiliar, use do / does / did. “And she too”, “but he yes” e “but I not” estão errados. (Só réplicas isoladas, como “Me too.”, “Me neither.” ou “Not me.”, funcionam sem verbo na fala.)
“Ela é mais alta do que eu”, “Ele corre mais rápido que eu”, “Eu não!”
Esse “(do) que” é than, não that. Depois, duas opções: “She's taller than me” (fala, como “do que eu”) ou “She's taller than I am” (com o auxiliar). Com um verbo comum, o auxiliar é do: “He runs faster than I do.” E o “Eu não!” de quem nega a culpa é “Not me.”
💡 Tirou o verbo principal? O auxiliar ou modal fica: and she can too, but he has.
💡 Não tem auxiliar? Então do / does / did: but I didn't, than I do, Yes, I do.
💡 Resposta curta: repita o auxiliar, não o verbo principal (Yes, I do, não Yes, I like), e sem contração no final (Yes, I am).
💡 Depois de want e would like, o to fica: I want to.
"Do you want pizza or pasta?"
"Pizza, I think. You?"
"Pasta, actually — I had pizza yesterday."
"Fair enough. Pizza for me, pasta for you, then."
Exercício 1 · Escolha a frase com a elipse correta
Choose the correctly elided sentence for: 'I want to go, but I can't go.'
Exercício 2 · Escolha a frase com a elipse correta
Choose the correctly elided sentence for: 'She's taller than I am tall.'
Exercício 3 · Escolha a frase com a elipse correta
Choose the correctly elided sentence for: 'He can swim, and she can swim too.'
Exercício 4 · Escolha a forma natural na conversa
Choose the natural conversational ellipsis for: 'Are you coming?'
Exercício 5 · Escolha a frase com a elipse correta
Choose the correctly elided sentence (gapping) for: 'He likes tea, and she likes coffee.'
Exercício 6 · Escolha a resposta com a elipse correta
Choose the correctly elided response to 'Who broke this?'
Exercício 7 · Escolha a frase com a elipse correta
Choose the correctly elided sentence for: 'I haven't finished, but he has finished.'
Exercício 8 · Escolha a resposta curta natural
Choose the natural elided response to 'Do you want some cake?'
Exercício 9 · Tire a parte repetida
Elide the repeated part: 'She will help if she can help.' → She will help if she ___.
Exercício 10 · Tire o verbo repetido
Elide the repeated verb (gapping): 'Tom studies law, and Anna studies medicine.' → Tom studies law, and Anna ___.
Exercício 11 · Classifique em grupos
0 / 4 classificadas
Exercício 12 · Erro típico: responder “Gosto.” com o verbo principal
Portuguese: "Você gosta de café? — Gosto." Which English answer to "Do you like coffee?" is correct?
Cinco perguntas rápidas para testar o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
Choose the correctly elided sentence for: 'I haven't seen the movie, but my brother has seen the movie.'
Estruturas de ênfase (I do like, myself, such)
Do de ênfase, pronomes com -self, such, so e the very: como o inglês diz “ela ligou, sim!”, “o próprio diretor” e “uma ideia tão boa”.
Substituição: one/ones, do e so
Evite repetições em inglês com one/ones, do e so/not, e entenda por que “acho que sim” é I think so, e não “I think yes”.
Fronting: colocando um elemento no início da frase
Objeto, predicativo ou lugar no início da frase em inglês: nunca neutro, sem pronome repetido e, às vezes, com o verbo antes do sujeito.
Nominalização (nominalisation)
Transforme verbos e adjetivos em substantivos para um inglês formal: decision, analysis, growth, a preposição certa (of, in) e os falsos amigos.