This I understand. Down the street came a car.
O que você vai aprender
No fronting, você coloca no início da frase um elemento que normalmente viria depois (um objeto, um predicativo, um complemento de lugar) para destacá-lo ou para ligá-lo claramente ao que acabou de ser dito.
No português do Brasil, fazemos isso o tempo todo, e de forma neutra: “Esse ponto eu já falei”, “Esse filme eu já vi”. A ordem é a mesma do inglês, o que ajuda. A diferença é o efeito: em inglês, a ordem normal é sujeito + verbo + objeto, e um objeto no início chama a atenção. “This point I've already made.” quer dizer algo como “Esse ponto aí, justamente, eu já mencionei”. Se você não quer destacar nada, mantenha a ordem normal: “I've already made this point.”
Complementos de tempo (e muitos de lugar) no início são totalmente normais em inglês, mas depois vêm quase sempre o sujeito e o verbo (a exceção, com verbos como come ou stand depois de um lugar, está explicada abaixo). Em português, é comum o sujeito vir depois do verbo: “Ontem à noite aconteceu uma coisa estranha”. Em inglês, não: “Last night something strange happened.”, e não “Last night happened something strange” nem “Last night it happened something strange”.
Com o objeto no início, o resto da frase mantém a ordem normal, sujeito + verbo: “Your concern I understand.” Duas armadilhas para brasileiros. Primeiro, na fala informal, às vezes repetimos o objeto com um pronome (“Essa menina, eu conheço ela”); em inglês, isso não se faz: “Your concern I understand it” está errado. (Na fala bem informal, às vezes se ouve “Your concern, I understand it”, com pausa, mas isso não é fronting e deve ser evitado na escrita.) Segundo, não inverta sujeito e verbo nem acrescente do: “Your concern do I understand” e “Her courage admire many people” estão errados.
Um predicativo com be no início (o que vem depois de be, por exemplo um adjetivo) muitas vezes vem com inversão, principalmente quando o sujeito é longo ou traz informação nova: “Remarkable was her determination.” O português literário também conhece isso (“Grande foi a sua surpresa”). Com such + be, a inversão é obrigatória: “Such was the noise that we couldn't sleep.”, exatamente como “Tal era o barulho que não conseguimos dormir”. Então objeto e predicativo não se comportam do mesmo jeito.
Lembre: depois de um elemento colocado no início, sujeito e verbo só se invertem em poucos casos específicos (predicativo com be, lugar com verbo intransitivo e expressões negativas como “Never have I…”, que você vai ver na lição sobre inversão).
Quando um complemento de lugar ou direção vem no início com um verbo intransitivo (sem objeto), o verbo muitas vezes vem antes do sujeito. Você conhece isso do português escrito: “No alto do morro ficava a velha igreja”, “Da neblina surgiu uma silhueta”. Em inglês também soa literário e é típico de descrições e narrativas.
Os limites do inglês: (1) o verbo costuma ser de posição ou movimento (be, stand, lie, sit, come, go, run, appear); (2) o sujeito é um substantivo, muitas vezes uma informação nova. Com um pronome, fica a ordem normal: “Into the room ran she” está errado; diga “She ran into the room”; (3) se o verbo tem objeto, não há inversão: “No jardim ela plantou rosas” é “In the garden she planted roses.”; (4) quem vai para a frente é o verbo principal, sem do: “Down the street came a car”, não “Down the street did come a car”.
Na fala informal brasileira, às vezes se repete o objeto (“essa desculpa, eu já ouvi ela”). Em inglês, o objeto colocado no início não é repetido com it.
Com o objeto no início, não há inversão: primeiro o sujeito, depois o verbo.
Um objeto no início não provoca inversão, nem com do. Depois do objeto, ordem normal: sujeito + verbo, como em “Isso eu entendo”.
Decalque de “Ontem à noite aconteceu uma coisa estranha”. Em inglês, depois de um complemento de tempo, o sujeito vem antes do verbo. A inversão depois de um lugar não vale para o tempo.
Colocar it não resolve: o sujeito real (something strange) tem que vir antes do verbo.
A inversão depois de um lugar funciona com um substantivo como sujeito, não com um pronome (she, he, it). Com pronome, ordem normal.
No português do Brasil, colocar o objeto no início é comum e neutro: “Esse filme eu já vi”, “Essa desculpa eu já ouvi mil vezes”
A ordem é a mesma em inglês: “That excuse I've heard many times.” Mas em inglês essa construção sempre destaca alguma coisa (contraste, ênfase, ligação com o que veio antes). Numa frase neutra, use a ordem normal: “I've heard that excuse many times.” E nunca repita o objeto com um pronome, como na fala informal (“eu li ele”): “That excuse I've heard it” está errado.
Em português, o sujeito vem com naturalidade depois do verbo: “Ontem à noite aconteceu uma coisa estranha”, “Chegou o ônibus”
Em inglês, depois de um complemento de tempo ou de um objeto no início, vem o sujeito e depois o verbo: “Last night something strange happened.” (nem “Last night happened something strange”, nem “Last night it happened something strange”), “Her courage many people admire.” (não “Her courage admire many people”). A inversão só aparece em construções específicas: depois de um lugar com verbo intransitivo e depois de um predicativo com be.
“No alto do morro ficava a velha igreja”, “Tal era o barulho que…”: a inversão do português literário ajuda aqui
Com um lugar no início e um verbo intransitivo, o inglês escrito funciona como o português literário: “On the hill stood the old church.”, “Out of the fog appeared a figure.” Mas em inglês essa inversão não funciona com pronome sujeito: “She ran into the room”, não “Into the room ran she”. Dois lembretes: o verbo não pode ter objeto, e o inglês nunca acrescenta do nessa inversão.
💡 Objeto ou complemento de tempo no início? Depois, sujeito + verbo, sem inversão e sem repetir o objeto com it.
💡 Lugar no início, verbo intransitivo e um substantivo como sujeito? O verbo muitas vezes vem antes do sujeito, como em “No alto do morro ficava…”.
💡 “Aconteceu uma coisa estranha” = Something strange happened: sujeito antes do verbo.
💡 Se não quer destacar nada, mantenha a ordem normal: sujeito + verbo + objeto.
"What happened when you opened the door?"
"Out of the fog appeared a figure, just standing there. That moment I'll never forget."
"That sounds terrifying!"
"It was. Down the street ran three more people right after — I still don't know what was going on."
Exercício 1 · Escolha a frase correta
Choose the correctly fronted sentence (object fronted, no inversion needed): 'I've already made this point.'
Exercício 2 · Escolha a frase correta
Front the complement using subject-verb inversion: 'Her determination was remarkable.'
Exercício 3 · Escolha a frase correta
Choose the correctly fronted sentence (locative fronting WITH inversion, intransitive verb): 'A car came down the street.'
Exercício 4 · Escolha a frase correta
Choose the correctly fronted sentence: 'I understand your concern, but I can't help.'
Exercício 5 · Escolha a frase correta
Choose the correctly fronted sentence (locative, WITH inversion): 'The old church stood on the hill.'
Exercício 6 · Escolha a frase correta
Choose the correctly fronted sentence (no inversion, transitive verb with a stated subject): 'Many people admire her courage.'
Exercício 7 · Escolha a frase correta
Front the time expression: 'Something strange happened last night.'
Exercício 8 · Escolha a frase correta
Choose the correctly fronted sentence (locative, WITH inversion): 'A figure appeared out of the fog.'
Exercício 9 · Coloque o objeto no início
Front the object for emphasis (no inversion needed): 'I will never forget that day.' → That day ___.
Exercício 10 · Coloque o lugar no início
Front the location, WITH inversion (intransitive verb): 'A dog ran into the yard.' → Into the yard ___.
Exercício 11 · Classifique em grupos
0 / 4 classificadas
Exercício 12 · Erro típico: o sujeito depois do verbo
Portuguese: "Ontem à noite aconteceu uma coisa estranha." Which English sentence is correct?
Cinco perguntas rápidas para ver o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
Choose the correctly fronted sentence: 'I've heard that excuse many times.'
Frases clivadas (cleft sentences)
It was John who… / What I need is…: as frases clivadas do inglês, tão parecidas com “foi… que” e “o que eu preciso é…”, e suas armadilhas.
Estruturas de ênfase (I do like, myself, such)
Do de ênfase, pronomes com -self, such, so e the very: como o inglês diz “ela ligou, sim!”, “o próprio diretor” e “uma ideia tão boa”.
Elipse (ellipsis): omitir o que já está claro
Elipse em inglês: não repetir o que já ficou claro depois de um auxiliar, numa comparação ou numa resposta curta — e por que “Yes, I like” não funciona.
Inversão (inversion)
Inversão em inglês: advérbios negativos ou restritivos no início (Never have I…, No sooner… than) e condicionais formais sem if (Had I known…).