Erros comuns com artigos

B1 · IntermediárioErros comuns de gramática

“She is a teacher”, e não “she is teacher”; “Life is difficult”, e não “the life is difficult”: onde o português põe (ou tira) um artigo e o inglês não.

O que você vai aprender

  • Um substantivo contável no singular quase sempre precisa de a/an ou the (ou de uma palavra como my, this): ele não pode ficar sozinho
  • Profissões depois de be e de as levam a/an: “she is a teacher”, “she works as a nurse”, mesmo que em português você diga “ela é professora”
  • Sem the em generalizações com substantivo abstrato, incontável ou no plural (life, money, water, dogs), mesmo que em português você diga “a vida”, “o dinheiro”
  • A maioria dos nomes de países não tem artigo em inglês (Brazil, France, Ukraine), embora em português se diga “o Brasil”, “a França”; só nomes no plural ou com uma palavra descritiva levam the (the United States, the Netherlands)
  • O superlativo quase sempre leva the, como “o melhor”: “the best restaurant”; mas “a maioria das pessoas” é most people, sem the

Dois erros opostos

Os erros com artigos quase sempre vão numa destas duas direções: você esquece a/an onde o inglês exige, ou coloca the onde o inglês não quer artigo nenhum. A boa notícia: o artigo definido e o indefinido você já conhece do português (o/a/os/as ↔ the, um/uma ↔ a/an). Os erros aparecem em pontos específicos em que o português faz outra escolha, e esta lição reúne justamente esses pontos.

Não esqueça a/an: profissões e contáveis no singular

Um substantivo contável no singular precisa de um determinante (a/an, the, my, this…), inclusive uma profissão depois de be. Em português você diz “Ela é professora” e “Meu pai é engenheiro” sem artigo; em inglês é obrigatório a/an: “a teacher”, “an engineer”.

O mesmo vale depois de as: “Ela trabalha como enfermeira” → “She works as a nurse.” E com “ser” ou “virar”: “Quero ser médico” → “I want to be a doctor.” No plural o artigo some, como em português: “They are teachers.”

Lembrete: an vem antes de um SOM de vogal (“an engineer”, “an hour”), e a antes de um som de consoante (“a doctor”, “a university”).

"She is a teacher. (e não: she is teacher)"
"My father is an engineer. (e não: my father is engineer)"

Sem the nas generalizações

Quando você fala de algo em geral, e não de um caso específico, substantivos incontáveis e plurais ficam sem artigo em inglês. Aqui o português muitas vezes faz o contrário: dizemos “A vida às vezes é difícil”, “O dinheiro não compra a felicidade”, “O inglês é difícil”, e às vezes “Adoro os cachorros”. Em inglês: “Life is difficult sometimes”, “Money can't buy happiness”, “English is difficult”, “I love dogs”. Se você diz “I love the dogs”, a pessoa entende que você fala de cachorros específicos.

Quando a coisa é específica, o the volta, como em português: “the dogs next door” (os cachorros do vizinho), “the life of a soldier”. E se vocês dois falam de um momento específico, por exemplo o pôr do sol que viram juntos, diz-se “the sunset”.

Outra armadilha clássica: instituições usadas para a sua função normal. “Vou para a escola de ônibus” é “I go to school by bus”, sem the se você vai como aluno. O mesmo vale para “go to work”, “go to bed” (“ir para a cama”), “be in hospital” (inglês britânico; no americano, “in the hospital”). Nos meios de transporte o português ajuda: “de ônibus”, “de trem” também não têm artigo, como “by bus”, “by train”, “by car”. Mas cuidado com “pegar o ônibus”: diz-se “take the bus”, e mesmo assim “by bus”, nunca “by the bus”.

"Money can't buy happiness. (e não: the money can't buy the happiness)"
"I love dogs. (e não: I love the dogs, a não ser que você fale de cachorros específicos)"

A maioria dos países e cidades não tem artigo

Esta é uma grande armadilha para brasileiros: em português, a maioria dos países tem artigo (o Brasil, a França, a Argentina, o Japão, a Ucrânia), e por isso dizemos “no Brasil”, “na Ucrânia”. Em inglês, nomes de países, cidades e continentes normalmente não têm artigo: Brazil, France, Argentina, Japan, Ukraine. Então “O Brasil é lindo” → “Brazil is beautiful”, e “Ele nasceu na Ucrânia” → “He was born in Ukraine” (a forma “the Ukraine” é antiga e hoje considerada inadequada).

Já os nomes no plural ou que contêm uma palavra descritiva como States, Kingdom, Republic levam the: the United States / the USA, the Netherlands, the United Kingdom, the Philippines. Aqui o português ajuda: “os Estados Unidos”, “a Holanda/os Países Baixos”, “o Reino Unido” → “in the United States”, nunca “in United States”. E alguns lugares geográficos levam the, como em português: rios, mares, oceanos e cordilheiras (the Amazon, the Pacific, the Andes).

"He was born in Ukraine. (e não: the Ukraine)"
"He lives in the United States. (nome no plural: precisa de the)"

O superlativo normalmente leva the

Quando você fala do único caso no topo de uma escala (o melhor, o mais bonito, o maior), o inglês quase sempre usa the. Aqui o português ajuda: “o melhor restaurante” → “the best restaurant”, “o lugar mais bonito” → “the most beautiful place”.

Cuidado com “a maioria”: quando most significa “a maioria”, ele vem SEM the. “A maioria das pessoas gosta de música” → “Most people like music”, e não “the most people” nem “the most of people”.

"This is the best restaurant in town. (e não: this is best restaurant)"
"This is the most beautiful place I've seen."

Inglês de verdade

"I want to be a doctor when I grow up."
"Life is difficult sometimes."
"Water is essential for life."
"This is the most beautiful place I've seen."

Atenção

✗She is teacher.
✓She is a teacher.

“Ela é professora” não tem artigo, mas em inglês uma profissão no singular depois de be precisa de a/an.

✗The money can't buy the happiness.
✓Money can't buy happiness.

Generalizações com substantivos incontáveis e abstratos ficam sem artigo, mesmo que em português você diga “o dinheiro” e “a felicidade”.

✗I love the dogs.
✓I love dogs.

Em inglês, um plural com sentido geral não leva the. “The dogs” seriam cachorros específicos (os do vizinho, por exemplo).

✗The English is difficult.
✓English is difficult.

“O inglês é difícil”: em inglês, nomes de idiomas não têm artigo. “The English” quer dizer “os ingleses” (o povo).

✗He was born in the Ukraine.
✓He was born in Ukraine.

Em português dizemos “na Ucrânia”, “no Brasil”, mas em inglês a maioria dos países não tem the. “The Ukraine” é uma forma antiga; também não diga “the Brazil” ou “the France”.

✗This is best restaurant in town.
✓This is the best restaurant in town.

Como “o melhor restaurante” em português: o superlativo antes de um substantivo quase sempre leva the.

✗The most people like music.
✓Most people like music.

“A maioria das pessoas” é most people, sem the e sem of (“most of the people” só para um grupo específico: “most of the people I know”). The most serve para formar o superlativo de um adjetivo: “the most beautiful”.

✗I go to the school by the bus.
✓I go to school by bus.

“Vou para a escola”: em inglês, school na sua função normal não tem artigo, e depois de by o meio de transporte também não, como em “de ônibus”.

✗I live in the Brazil.
✓I live in Brazil.

“Moro no Brasil” tem artigo (no = em + o), mas em inglês Brazil, como quase todos os países, não leva the.

Comparação com o português

Em português, a profissão vem sem artigo depois de “ser”, “virar” e “como”: “Ela é professora”, “Quero ser médico”, “Ele trabalha como enfermeiro”

Em inglês, uma profissão no singular quase sempre leva a/an: “She is a teacher”, “I want to be a doctor”, “She works as a nurse”. Traduzindo palavra por palavra, sai “She is teacher” ou “I want to be doctor”, um dos erros mais frequentes de brasileiros, mesmo em nível avançado. Dica: repare que em português, quando entra um adjetivo, o artigo aparece (“ela é uma ótima professora”); em inglês ele está sempre lá. As raras exceções à regra “contável no singular = determinante” são expressões fixas como “by bus”, “go to school” e cargos únicos (“He was elected president”).

O português costuma usar o artigo definido em generalizações: “A vida é bela”, “A água é essencial para a vida”, “O inglês é difícil”

O inglês tira o artigo quando você fala em geral de algo abstrato, incontável ou no plural, e também antes de nomes de idiomas: “Life is beautiful”, “Water is essential for life”, “I like dogs”, “English is difficult”. “The life is difficult” dá a impressão de que você fala de uma vida específica. O the só entra quando o substantivo é especificado: “the life of my grandparents”, “the water in this bottle”.

Em português, a maioria dos países tem artigo: “o Brasil”, “a França”, “a Ucrânia”, “os Estados Unidos” (por isso “no Brasil”, “na França”)

Em inglês, quase todos os países aparecem sem artigo: “in Brazil”, “to France”, “from Japan”, “in Ukraine”. O the aparece só com nomes no plural ou que contêm uma palavra descritiva: the United States, the Netherlands, the United Kingdom. Nesses casos, o seu instinto do português está certo: “nos Estados Unidos” → “in the United States”.

“Vou para a escola”, “Vou para a cama”, “Ele está no hospital”: em português, com artigo

Em inglês, school, work, bed (e university, church; no inglês britânico também hospital) ficam sem artigo quando se fala da sua função normal: “I go to school by bus”, “go to work”, “go to bed”. “The school” serve só para o prédio ou uma escola específica, por exemplo quando você vai lá como pai ou mãe: “I went to the school to talk to the teacher.” Nos transportes, tranquilo: “de ônibus” = “by bus”, também sem artigo.

💡 Profissão no singular? Então a/an, mesmo que o português não tenha artigo: “Sou médico” → “I'm a doctor.”

💡 “A vida”, “o dinheiro”, “o inglês” em sentido geral: em inglês, sem the. Pergunte-se se você fala de algo específico ou de tudo em geral.

💡 Nome de país? Em geral sem the (Brazil, France, Ukraine), exceto nomes no plural ou com States, Kingdom, Republic.

Na vida real: falando de planos profissionais

"What do you want to be when you finish studying?"

"I want to be a doctor — it's the most meaningful job I can imagine."

"That's a big commitment. Where would you like to work?"

"Honestly, anywhere — I just want to help people. Money isn't the main reason."

Prática

Exercício 1 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 2 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 3 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 4 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 5 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 6 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 7 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 8 · Escolha a frase correta

Which is correct?

Exercício 9 · Corrija o erro

Correct the mistake: I want to be doctor when I grow up.

Exercício 10 · Corrija o erro

Correct the mistake: The life is difficult sometimes.

Exercício 11 · Armadilha típica: the numa generalização

Portuguese: "A vida às vezes é difícil." Which English translation is correct?

Desafio rápido

Cinco perguntas rápidas para ver o que você aprendeu.

Pergunta 1 / 5

Pontuação: 0/0

Which is correct?

O que você aprendeu

  • Um substantivo contável no singular, inclusive uma profissão depois de be ou as, precisa de artigo: “She is a teacher.”
  • Generalizações com substantivos abstratos, incontáveis, no plural ou nomes de idiomas ficam sem the: “Life is difficult sometimes.” “I love dogs.”
  • A maioria dos países não tem artigo (Brazil, Ukraine, France); nomes no plural levam the (the United States).
  • School, work e bed na sua função normal, e by bus/car/train, ficam sem artigo.
  • O superlativo quase sempre leva the, mas “a maioria das pessoas” é most people.
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