Às vezes, o artigo certo é nenhum artigo. O português usa “o/a/os/as” para falar em geral (“Os cachorros são leais”); o inglês, justamente nesses casos, não coloca nada.
O que você vai aprender
O artigo zero é simplesmente a ausência de a/an e de the. Não é por acaso: o inglês tira o artigo em situações bem definidas, que dá para aprender, principalmente quando você fala de algo em geral, e não de uma coisa específica e conhecida.
Para quem fala português, isso é estranho, porque usamos o artigo definido para generalizar (“Os cachorros são leais”, “A vida é bela”) e em muitas expressões do dia a dia (“depois do almoço”, “ir para a escola”). Se você traduzir palavra por palavra, aparece um the a mais. A pergunta-chave é sempre a mesma: estou falando de algo específico (the) ou de algo em geral (sem artigo)?
Quando você fala de uma categoria inteira (cachorros em geral, café em geral), o inglês usa os plurais e os substantivos incontáveis sem artigo. Com the, ao contrário, você aponta para coisas específicas e já conhecidas.
"Dogs are loyal." → cachorros em geral, como espécie
"The dogs next door are loud." → cachorros específicos e conhecidos (os dos vizinhos)
"Coffee helps me focus." → café em geral, como bebida
"The coffee at that café is amazing." → o café de um lugar específico
Aqui o português não ajuda: dizemos “Os cachorros são leais” e “Os cachorros do vizinho fazem barulho” com o mesmo “os”. O inglês marca a diferença: sem artigo para o geral, the para o específico. O mesmo vale para os substantivos abstratos: “A vida é bela” → Life is beautiful, “A natureza precisa ser protegida” → Nature needs protection, “O exercício faz bem para a saúde” → Exercise is good for your health (e não for the health).
Duas ajudas: o português não tem artigo partitivo, então “Eu tomo café de manhã” já vira direto I drink coffee in the morning. E na fala às vezes generalizamos sem artigo (“Cachorro é muito leal”), que é justamente o jeito do inglês, só que com o plural: Dogs are very loyal.
As refeições do dia e os idiomas normalmente não têm artigo quando você fala da rotina diária ou do idioma em si.
Refeições: “We have breakfast at 7.” Em português, já dizemos “A gente toma café da manhã às 7”, sem artigo, e isso ajuda. O problema aparece com as contrações: “depois do almoço”, “antes do jantar”. Em inglês: after lunch, before dinner, sem the. O the só volta para uma refeição específica, descrita: “The breakfast we had was amazing.” (O café da manhã que tomamos estava ótimo.)
Idiomas: “She speaks Japanese.” Em português, também dizemos “Ela fala japonês”, sem artigo: ótimo. Mas quando o idioma é sujeito, o português coloca o artigo (“O japonês é difícil”) e o inglês, não: Japanese is difficult. E “the Japanese” quer dizer “os japoneses” (o povo), não o idioma.
Algumas expressões fixas perdem o artigo quando você fala da função do lugar (estudar, trabalhar, dormir) e não do prédio: go to school, go to work, go to bed. Em português, dizemos “ir à escola” ou “ir para a escola”, “ir para o trabalho”, “ir para a cama”, com artigo (às vezes escondido na crase), e por isso o the escapa fácil. O the volta quando você fala do prédio em si: “The school is on Main Street” (você está descrevendo o prédio).
Nem todas as palavras funcionam igual, e o inglês britânico e o americano nem sempre concordam. O exemplo clássico é hospital: no inglês americano, normalmente se mantém o the mesmo no sentido geral (“go to the hospital”), como em “ir ao hospital”; no britânico, tira-se (“go to hospital”). Na dúvida, use the quando estiver falando de um prédio específico.
“Os cachorros são animais leais” tem artigo em português, mas em inglês uma afirmação geral sobre uma espécie inteira não tem. The dogs seriam cachorros específicos.
“A vida é bela” tem artigo em português; em inglês, um substantivo abstrato em sentido geral não leva the.
Decalque de “bom para a saúde”. Em inglês, diz-se good for your health (ou good for you).
Em inglês, o nome de um idioma não leva artigo depois de speak, como em “fala japonês”. The Japanese quer dizer “os japoneses”, não o idioma.
Uma refeição da rotina diária não tem artigo em inglês, assim como em “tomamos café da manhã às 7”.
“Ele vai para a cama cedo” tem artigo, mas go to bed é uma expressão fixa para “ir dormir”, sem the.
Em português, para falar de uma categoria em geral, usamos o artigo definido: “Os cachorros são leais”, “Os gatos dormem muito”
Em inglês, plurais em sentido geral não têm artigo: “Dogs are loyal”, “Cats sleep a lot”. “The dogs are loyal” não é uma afirmação geral: entende-se “esses cachorros específicos de que estamos falando”. É o erro mais típico de brasileiros nesta lição.
Substantivos abstratos e incontáveis também levam artigo em português: “A vida é curta”, “O café me ajuda”, “bom para a saúde”
Em inglês, substantivos incontáveis em sentido geral não têm artigo: “Life is short”, “Coffee helps me focus”. Em vez de “para a saúde”, normalmente se diz “for your health”. O the só está certo para algo específico: “the life of a farmer” (uma vida específica), “the coffee at that café”.
“O japonês é difícil”, “depois do almoço”, mas “Ela fala japonês” e “tomar café da manhã”, sem artigo
Em inglês, idiomas e refeições da rotina não têm artigo: “Japanese is difficult”, “She speaks Japanese”, “after lunch”, “We have breakfast at 7”. Boa notícia: “fala japonês” e “tomar café da manhã” já funcionam sem artigo em português; use esse modelo. Só cuidado: “the Japanese” = os japoneses, o povo.
“Ir à escola”, “ir para o trabalho”, “ir para a cama”: em português, o artigo aparece (às vezes escondido na crase ou na contração)
Em inglês, quando se fala da função do lugar, as expressões fixas não têm artigo: “go to school”, “go to work”, “go to bed”. “Go to the bed” daria a ideia de ir até o móvel, e “go to the school” aponta para um prédio específico.
💡 Pergunte-se: estou falando em geral (sem artigo) ou de algo específico (the)?
💡 “Os cachorros”, “a vida”, “o café”, “o exercício” em sentido geral: em inglês, sem artigo (dogs, life, coffee, exercise).
💡 “Ir à escola / para o trabalho / para a cama” → go to school / to work / to bed, sem the.
💡 Hospital: go to the hospital no inglês americano; go to hospital no britânico.
"Do you usually have lunch at your desk?"
"Sometimes — I try to get outside, though. Exercise really helps me focus in the afternoon."
"Same. I go to bed way too late, though — I need more sleep."
Exercício 1 · Escolha a forma correta
A general statement about all cats — which is correct?
Exercício 2 · Classifique: geral ou específico?
0 / 4 classificadas
Exercício 3 · Escolha a frase correta
Which sentence is correct?
Exercício 4 · Escolha a frase correta
Which is correct?
Exercício 5 · Coloque as palavras na ordem
Exercício 6 · Coloque as palavras na ordem
Exercício 7 · Complete a frase
Complete: ___ helps me focus. (one word, general truth about coffee)
Exercício 8 · Complete a frase
Complete: My roommate speaks three ___. (one word)
Exercício 9 · Corrija o erro
Fix the mistake:
Exercício 10 · Corrija o erro
Fix the mistake:
Exercício 11 · Na vida real
You're talking about the daily routine of attending classes, not one building. What's natural?
Exercício 12 · Na vida real
You're pointing at a building across the street. Which is correct?
Exercício 13 · Inglês americano ou britânico?
An American speaker describing a routine hospital visit — which is more typical?
Exercício 14 · Armadilha: “Os cachorros são…”
Portuguese: "Os gatos são independentes." (a general statement about all cats) Which English sentence is correct?
Cinco perguntas rápidas para conferir o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
General statement about all coffee — which is correct?
Artigos: A, An e The
Quando usar a, an e the — e onde o inglês foge do português: profissões, frases gerais, “a minha casa” e “um conselho”.
Artigos com nomes, lugares e geografia
Brazil, Japan e Texas sem artigo; the Nile, the Alps e the United States com the. Os artigos com nomes de lugares em inglês e as armadilhas do português.
Sentido geral e sentido específico
“Dogs are loyal”, e não “The dogs are…”: como falar de uma categoria inteira em inglês e quando o “os/as” do português desaparece.
Uso avançado dos artigos
A com substantivo abstrato e adjetivo, the com superlativos e ordinais, such a / what a: artigos avançados em inglês e a armadilha do “Que…!” sem artigo.