Nem todo verbo tem o mesmo papel. Uns carregam o sentido, outros montam a gramática, como o “está” em “ela está lendo”. Entendendo os papéis, todo o resto fica mais simples.
O que você vai aprender
O verbo principal carrega o sentido central da frase. Os auxiliares e os modais são “ajudantes”: eles se juntam a um verbo principal para formar um tempo, uma pergunta, uma negativa ou para acrescentar uma nuance. Você já conhece isso do português: em “Ela está lendo”, “lendo” carrega o sentido e “está” forma o tempo.
“She is reading.”: is é o auxiliar, reading é o verbo principal, exatamente como em “Ela está lendo”. “She can swim.”: can é o modal, swim é o verbo principal, como em “Ela pode nadar”.
Be forma os tempos contínuos (“They are working.”), do forma as perguntas e as negativas dos tempos simples (“Does she like tea?”), e have forma os tempos compostos, como o present perfect (“We have finished.”).
Be e have vão parecer familiares: be + -ing funciona como estar + gerúndio (“Eles estão trabalhando” = “They are working”), e have + particípio lembra o “ter” de “eles tinham terminado” (“they had finished”). Só não traduza todo “ter” como have: o present perfect tem usos próprios, que você vai ver em outra lição.
Já do não existe em português. Você faz a pergunta só com a entonação (“Ela gosta de chá?”) e nega com “não” antes do verbo. Em inglês, nos tempos simples, é obrigatório usar do/does: “Does she like tea?”, “She doesn't like tea.” Nada de “She not likes tea” nem “She no like tea”. A única exceção é be, mesmo como verbo principal: ele inverte e nega sozinho (“Is she tired?”, “She isn't tired”).
Esses três verbos também podem ser verbos principais, com sentido próprio: “She is a teacher.” “I do my homework.” “I have a car.” O que decide se é auxiliar ou verbo principal é o papel na frase.
Os modais (can, could, may, might, must, shall, should, will, would) acrescentam uma nuance: capacidade, permissão, obrigação, possibilidade. Depois deles vem o verbo principal na forma base, sem to e sem -s.
Parte disso ajuda: assim como em “Ela pode nadar”, o modal vem direto antes do verbo, sem nada no meio. Mas “poder” e “dever” se conjugam (eu posso, ele pode, eles podem), e os modais ingleses nunca mudam: “he can”, não “he cans”. E não coloque to por influência de “ter que” ou de have to, want to, be able to: depois de modal, nunca vem to (“I must go”, “She can swim”). Para uma habilidade, o português usa “saber” (“Eu sei nadar”); em inglês se diz “I can swim” (ou “I know how to swim”), nunca “I know swim”.
Will também é um modal. Em português, para uma decisão na hora, usamos muito o presente (“Te ligo mais tarde”, “Eu pago a conta”). Em inglês, é preciso will: “I will call you later” (ou “I'll call you later”), não “I call you later”.
Outros exemplos: “You must wear a helmet.” “It might rain later.” (“Pode ser que chova mais tarde.”)
Um phrasal verb (verbo frasal) junta um verbo com uma ou mais partículas (up, on, off, into…) e muitas vezes ganha um sentido totalmente novo: look up (procurar uma informação), give up (desistir, parar de tentar), run into (encontrar alguém por acaso, dar de cara com alguém).
O português quase não tem nada parecido: usa um verbo só (procurar, desistir) ou verbo + preposição (cuidar de, dar com). Por isso, aprenda cada phrasal verb como um bloco, sem traduzir as partes: look after significa “cuidar de, tomar conta de”, não “olhar depois”. “Can you look after the kids tonight?” “I ran into an old friend yesterday.”
Depois de modal, a forma base vem direto, sem to, como em “Ela pode nadar”.
“Ele pode” muda em relação a “eu posso”, mas um modal inglês nunca leva -s.
“Eu sei nadar” se diz com can. Know significa saber uma informação ou conhecer, não “saber fazer”.
“Você gosta de café?” é só entonação em português. Em inglês, a pergunta normal nos tempos simples começa com do/does.
O “não” do português não tem equivalente direto: nos tempos simples, a negativa se faz com doesn't/don't + forma base (sem o -s).
“Te ligo mais tarde” é natural em português, mas em inglês uma promessa para o futuro pede will: I'll call you later.
Em português também existem auxiliares: “Ela está lendo” (estar + gerúndio), “Ela tinha terminado” (ter + particípio)
Isso ajuda muito: be + -ing funciona como estar + gerúndio (“She is reading”), e have + particípio lembra ter + particípio (“She had finished”). O que o português não tem é um auxiliar como do, que só serve para fazer perguntas e negativas.
“Poder” e “dever” se conjugam como qualquer verbo: eu posso, você pode, eles podem
Os modais ingleses nunca mudam: “I can, he can, they can”, nunca “he cans”. E vêm seguidos direto da forma base, sem to, exatamente como em “ela pode nadar”: “She can swim”, “You must wear a helmet”, e não “She can to swim” nem “You must to wear”.
Para uma habilidade, o português usa “saber”: “Eu sei nadar”, “Você sabe cozinhar?”
Em inglês, não se diz “I know swim”. A habilidade se expressa com can: “I can swim”, “Can you cook?”. (“I know how to swim” também existe, com how to.)
Em português, a pergunta se faz só com a entonação (“Você gosta de café?”) e a negativa com “não” antes do verbo (“Não gosto de café”)
Em inglês, nos tempos simples, o auxiliar do/does é obrigatório: “Do you like coffee?”, “I don't like coffee”. “I not like coffee” e “I no like coffee” estão errados. “You like coffee?” com entonação de pergunta só aparece em conversa descontraída, para confirmar algo ou mostrar surpresa; a pergunta normal leva do.
Em português, é comum anunciar uma decisão no presente: “Te ligo mais tarde”, “Eu te ajudo”
Em inglês, uma promessa ou decisão tomada na hora pede o modal will: “I will call you later” ou, mais natural na fala, “I'll call you later”. “I call you later” não funciona.
💡 Modais sem to e sem -s: she can swim, he must go.
💡 “Eu sei nadar” = I can swim, não I know swim.
💡 Do/does não existe em português, mas é obrigatório nas perguntas e negativas dos tempos simples.
💡 Be + -ing é como estar + gerúndio: “She is reading” = “Ela está lendo”.
"Do you want to hang out this weekend?"
"I might be busy on Saturday, but Sunday should work."
"Great, I'll look into some restaurant options."
"Sounds good — let me know what you find."
Exercício 1 · Encontre o verbo principal
In 'She is reading', which word is the main verb?
Exercício 2 · Escolha a resposta certa
Which of these is a modal verb?
Exercício 3 · Encontre o auxiliar
In 'They have finished', which word is the auxiliary verb?
Exercício 4 · Escolha a resposta certa
'Look up' (meaning 'search for information') is an example of a ___.
Exercício 5 · Escolha a frase certa
Which sentence uses a modal verb?
Exercício 6 · Encontre o auxiliar
In 'Does she work here?', which word is the auxiliary?
Exercício 7 · Escolha a resposta certa
Which is a main verb, not an auxiliary or modal?
Exercício 8 · Complete a frase
Complete: 'give up' meaning 'stop trying' is an example of a ___ ___. (two words)
Exercício 9 · Complete a frase
Complete: In 'I must leave now', 'must' is a ___ verb.
Exercício 10 · Classifique em grupos
0 / 6 classificadas
Exercício 11 · Escolha a resposta certa
Which best describes 'be', 'do', and 'have' when used as auxiliaries?
Exercício 12 · Armadilha típica: negativa sem do
Portuguese: "Ela não gosta de chá." Portuguese just puts "não" before the verb, but English needs an auxiliary. Which English translation is correct?
Cinco perguntas rápidas para ver o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
In 'I will call you later', which word is the modal verb?
Verbos regulares e irregulares
O passado simples com -ed dos verbos regulares (ortografia e pronúncia), os irregulares para decorar e uma única forma para todas as pessoas.
Verbos auxiliares (be, do, have)
Be, do e have como verbos auxiliares: perguntas, negativas, tempos contínuos e perfeitos, voz passiva e ênfase. Por que “Yes, I do” e não “Yes, I like”.
Stative e dynamic verbs (verbos de estado e de ação)
Por que know, like e want quase nunca vão para a forma -ing, mesmo quando o português diz “estou gostando”, e como think, have e taste mudam de sentido.
As formas do verbo
Forma base, -s, -ing, passado e particípio: as cinco formas do verbo em inglês, e por que “Nadar faz bem” vira Swimming is good for you.