Be, do e have podem ser verbos principais ou auxiliares. O português também tem auxiliares (estar, ser, ter); a grande novidade é o do, que não existe em português.
O que você vai aprender
Be, do e have estão entre os verbos mais usados do inglês, e cada um pode ter dois papéis: verbo principal, com sentido próprio (“ser/estar”, “fazer”, “ter”), ou verbo auxiliar, que ajuda outro verbo a formar um tempo, uma pergunta, uma negativa ou a voz passiva.
O português ajuda aqui: “ter” também tem os dois papéis. Em “Eu tenho um carro”, ter é verbo principal (posse); em “Eu tinha terminado”, é auxiliar. Com have é igual: “I have a car” e “I have finished”. Uma dica prática: se have vem seguido de um particípio (finished, eaten, left), é auxiliar; se vem seguido de um substantivo, normalmente é o verbo principal.
Be + forma -ing forma os tempos contínuos: uma ação em andamento ou temporária. Aqui o português é um ótimo aliado, porque estar + gerúndio funciona quase igual: “Ela está trabalhando hoje” = “She is working today.” A diferença é só que o inglês usa o mesmo verbo be para “ser” e para “estar”.
Be + particípio forma a voz passiva: o sujeito não faz a ação, ele a sofre. De novo é como em português, com ser + particípio: “O bolo foi comido rapidinho” = “The cake was eaten quickly.” No dia a dia o brasileiro costuma evitar a passiva (“Comeram o bolo rapidinho”), mas em inglês ela é bem mais comum, principalmente em textos escritos.
Do (does/did) forma perguntas e negativas no presente simples e no passado simples, porque esses tempos não têm outro auxiliar. Em português, a pergunta se faz só com a entonação (“Ela gosta de chá?”) e a negativa só com “não” (“Eles não moram mais aqui”). Em inglês, os verbos comuns precisam de do: “Does she like tea?”, e não “She likes tea?” (que só aparece na fala, para mostrar surpresa); “They don't live here anymore.”, e não “They not live here”. O -s e a marca de passado ficam no auxiliar, então o verbo principal fica na forma base: does she like, nunca does she likes.
Com be, não se usa do: be forma sozinho as suas perguntas e negativas (“Are you ready?”, “She isn't here”). E o contrário também vale: não se nega um verbo comum com be: “She doesn't like the movie”, e não “She isn't like the movie”.
Do também pode dar ênfase a uma afirmação, como o “sim” ou o “mesmo” do português (“Eu gosto sim dessa música!”). O verbo principal fica na forma base, e esse do não se junta a nenhum outro auxiliar (nem be, nem have, nem modal): “I do like this song — I just don't own it.”
Have (has/had) + particípio forma os tempos perfeitos (present perfect, past perfect) e liga uma ação passada a um momento posterior, muitas vezes ao presente.
Não existe um tempo exatamente igual ao present perfect em português: dizemos “Ela já saiu” e “Eles ainda não chegaram” com o pretérito perfeito, o nosso passado simples. Por isso o brasileiro tende a evitar o have ou a negá-lo com do. Lembre: no present perfect, have é o auxiliar, e é nele que vai a negativa: “They haven't arrived yet”, e não “They don't have arrived”. Com already e yet, o present perfect é a forma mais segura: “She has already left”. (No inglês americano informal também se ouve “She already left”.)
Atenção ao contrário: com um momento terminado (yesterday, last week, in 2020), o inglês não usa o present perfect, e sim o passado simples: “I saw her yesterday”, e não “I have seen her yesterday”.
Be forma sozinho as suas perguntas e negativas. Do só aparece junto com be no imperativo: Don't be late!
Like é um verbo comum: a negativa se faz com doesn't, não com isn't.
O -s já está no does; o verbo principal fica na forma base.
No present perfect, have é o auxiliar e recebe o not direto: haven't/hasn't. Don't have só se usa quando have é verbo principal (I don't have a car).
Vários auxiliares podem vir em sequência (have been working, will be done). Mas, numa afirmação comum, o do de ênfase acompanha um verbo principal: I do like this song. Com be, a ênfase vai no próprio be: I AM tired. (O do de ênfase só aparece com be no imperativo: Do be careful.)
O tag não é um “né?” fixo: ele repete o auxiliar da frase. Com o auxiliar have: haven't/hasn't, e não don't/doesn't. (Quando have é verbo principal, em geral se usa do: “You have a car, don't you?”; “haven't you?” ainda é possível no inglês britânico.)
Em português respondemos “Gosto!”, repetindo o verbo principal, mas em inglês a resposta curta repete o auxiliar da pergunta.
Estar + gerúndio, ser + particípio e ter como verbo de posse e auxiliar
Essas estruturas têm par direto em inglês: “Ela está trabalhando” = “She is working”; “O relatório foi escrito” = “The report was written”; “Eu tenho uma bicicleta nova” = “I have a new bike” (verbo principal). Use essas semelhanças a seu favor: o inglês só junta “ser” e “estar” num único verbo, be.
Em português, a pergunta é só entonação e a negativa é só “não” antes do verbo
Verbos comuns precisam de do/does/did: “Does she like tea?”, “She doesn't like the movie”. A inversão sem do só funciona com um auxiliar: “Are you ready?”, “Have you finished?”. Não coloque do antes de be (“Do you are ready?”) e não negue um verbo comum com be (“She isn't like the movie”).
Em português, a resposta curta repete o verbo principal: “Você gosta de pizza? — Gosto!”
Em inglês, a resposta curta repete o auxiliar da pergunta, não o verbo principal: “Do you like pizza?” — “Yes, I do.” (e não “Yes, I like.”). Do mesmo jeito: “Have you finished?” — “Yes, I have.”; “Are you ready?” — “Yes, I am.”
O “né?” e o “não é?” do português nunca mudam
A question tag em inglês muda conforme o auxiliar da frase: “You've met her before, haven't you?” (have na frase, haven't no tag). Não existe um “né?” fixo: com do vira don't/doesn't, com be vira isn't/aren't, com have vira haven't/hasn't.
💡 Verbos comuns fazem pergunta e negativa com do/does/did; be e have (auxiliar) se viram sozinhos.
💡 No present perfect, a negativa vai no have: haven't arrived, nunca don't have arrived.
💡 Tags e respostas curtas repetem o auxiliar: have → haven't, do → don't, be → isn't.
"Have you finished the report yet?"
"Not quite — I'm still working on the last section."
"Does the client need it today?"
"No, it was moved to Friday."
Exercício 1 · Escolha a resposta certa
Which sentence uses 'have' as an auxiliary verb, not a main verb?
Exercício 2 · Escolha a resposta certa
Which sentence uses 'be' as an auxiliary verb?
Exercício 3 · Escolha a pergunta correta
Choose the correct question.
Exercício 4 · Escolha a negativa correta
Choose the correct negative.
Exercício 5 · Escolha a resposta certa
Which sentence uses 'be' to form the passive voice?
Exercício 6 · Escolha a resposta curta correta
Choose the correct short answer to 'Do you like pizza?'
Exercício 7 · Escolha o tag correto
Choose the correct question tag: 'You've met her before, ___?'
Exercício 8 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence for emphasis.
Exercício 9 · Complete a frase
Complete: 'They ___ finished the project yet.' (negative, present perfect)
Exercício 10 · Complete a frase
Complete: '___ you like coffee?' (present simple question)
Exercício 11 · Classifique em grupos
0 / 6 classificadas
Exercício 12 · Armadilha típica: “Gosto!” → “Yes, I like”
Portuguese: "Você gosta de pizza? — Gosto!" Which English short answer is correct?
Cinco perguntas rápidas para ver o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
In 'She has already left', is 'has' auxiliary or main verb?
Stative e dynamic verbs (verbos de estado e de ação)
Por que know, like e want quase nunca vão para a forma -ing, mesmo quando o português diz “estou gostando”, e como think, have e taste mudam de sentido.
Verbos transitivos e intransitivos
Verbos transitivos (com objeto direto) e intransitivos (sem), por que é explain it to me e não “explained me”, e como open ou break servem para os dois.
Linking verbs (verbos de ligação)
Be, seem, become, look, feel, taste: verbos de ligação pedem adjetivo, não advérbio. Por isso “smells bad” e “sounds good”, nunca “badly” ou “well”.
Tipos de verbos em inglês
Verbos principais, auxiliares (be, do, have), modais e phrasal verbs: o papel de cada um na frase, e por que se diz “he can”, nunca “he cans”.