Aqui would não é o “-ria” do futuro do pretérito: numa história sobre o passado, ele descreve o que acontecia sempre, como o imperfeito “visitávamos”, mas só para ações, não para estados.
O que você vai aprender
Você provavelmente conhece would como a marca do “-ria”: “I would help you if I had time” (“Eu ajudaria você se tivesse tempo”). Mas numa história sobre o passado, would tem outra função: descreve o que acontecia regularmente, como used to, mas só para ações. Em português, isso se diz com o imperfeito: “Todo verão, a gente visitava meus avós.” Não tem nenhum “-ria” aí, e é por isso que esse would surpreende no começo.
Veja como reconhecer o would de hábito: não há if nem condição, a história está claramente no passado, e muitas vezes aparecem palavras como every summer, always, often, on Sundays ou as a child. Se dá para traduzir por um imperfeito ou por “costumava” (“Ele sempre contava a mesma piada”), é o would de hábito.
Depois de would, o verbo fica sempre na forma base, sem -ed: would visit, nunca would visited. É como em português com “eu podia ir” ou “eu costumava visitar”: o passado já está no primeiro verbo, e o segundo fica no infinitivo.
Would não pode descrever um estado do passado: como algo era, o que alguém tinha, sabia, acreditava ou gostava, onde morava. Os verbos de estado típicos são be, have (no sentido de “ter, possuir”), live, know, believe e like. Para estados, só used to funciona (ou o passado simples).
Para brasileiros, esse é o grande obstáculo: o imperfeito tem a mesma forma para tudo. “Antes eu tinha um cachorro” (estado) e “Antes a gente passeava todo dia” (ação) se constroem do mesmo jeito. Em inglês, é preciso separar: “I used to have a dog” (estado, só used to), mas “We would go for a walk every day” (ação, would ou used to). Um teste rápido: dá para imaginar como um acontecimento concreto que se repetiu muitas vezes? Então would funciona. Se simplesmente era assim o tempo todo, use used to.
Um detalhe mais avançado: would + be é possível quando se trata de uma situação passageira que se repetia regularmente (“He would be exhausted after every shift”). Para uma característica permanente (ser alto, ser tímido), fique com used to.
Para ações repetidas, would e used to muitas vezes são intercambiáveis. Used to quase sempre é a escolha mais segura para começar uma história, porque também serve para estados e deixa claro desde o início que aquilo acabou, como “costumava”. Depois, would pode assumir as ações repetidas, e o relato fica mais vivo.
Would precisa de um contexto claramente no passado. Sem contexto, “We would walk to the river” é entendido mais como “A gente andaria até o rio”. Na fala, a contração 'd é muito comum (“we'd walk”), e wouldn't no passado muitas vezes quer dizer “se recusava a”: “The car wouldn't start” (o carro não queria pegar).
Uma armadilha à parte, muito comum entre brasileiros, vem de “costumo” no presente: “Eu costumo acordar cedo” não é “I use to get up early”. Used to só existe no passado; para um hábito atual, diga “I usually get up early”.
Aqui have quer dizer “ter, possuir”: é um estado. Só used to funciona, mesmo que em português você diga simplesmente “Quando eu era criança, eu tinha uma bicicleta”.
Would já carrega a ideia de passado; depois dele vem a forma base, como o infinitivo depois de “a gente podia”.
Ser alta é uma característica permanente, não uma ação repetida: então used to, e não would.
Know descreve um estado (“eu conhecia todos os vizinhos”). O passado simples basta (ou used to know); would não funciona.
Decalque de “Eu costumo acordar cedo”. Used to só existe no passado; para um hábito atual, use usually.
Em português, o futuro do pretérito (“-ria”) expressa hipótese ou educação, nunca um hábito passado: “Eu ajudaria você se tivesse tempo”; o hábito passado é o imperfeito: “Toda noite, minha mãe lia uma história para nós”
O would em inglês tem dois usos com a mesma palavra: o “-ria” (“I would help you if I had time”) e o hábito passado (“Every evening, my mother would read to us”). Se você sempre ler would como “-ria”, vai travar quando ele aparecer numa história sobre o passado. Regra prática: sem if, história claramente no passado, uma palavra como every, always ou often? Então would se traduz pelo imperfeito: “Toda noite, minha mãe lia uma história para nós.”
O imperfeito serve para tudo: “Antes eu tinha um cachorro” (estado), “Antes a gente brincava na rua todo dia” (ação)
Em inglês, isso se separa: used to funciona para ações e estados, would só para ações. “I used to have a dog” está certo; “I would have a dog” soa como “Eu teria um cachorro”. Para escolher, a tradução não ajuda: pergunte-se pelo sentido. É uma ação que se repetia ou um estado que durava? Uma dica útil: se “costumava” cabe na frase, used to sempre funciona.
Em português, “costumar” funciona no passado e no presente: “Eu costumava acordar cedo”, “Eu costumo acordar cedo”
Used to corresponde só a “costumava”: “I used to get up early.” Para “costumo”, o inglês usa o presente simples com usually: “I usually get up early.” “I use to get up early” é um dos erros mais comuns de brasileiros.
Em português, a terminação do verbo carrega o passado: “nós visitávamos”, “ele contava”
Com o would de hábito, o passado já está no contexto e no próprio would; o verbo que vem depois fica na forma base: “we would visit”, e não “we would visited”. É o que você já faz em português com “a gente podia sair”: ninguém diz “a gente podia saía”.
💡 Sem if, história no passado, every/always/often? Então would = imperfeito de hábito, não “-ria”.
💡 Would só para ações. Para estados (have, be, live, know, like), use used to.
💡 Teste: uma ação que se repetia muito? Would (ou used to). Algo que simplesmente era assim? Só used to.
💡 Depois de would, sempre a forma base: would visit, nunca would visited.
"Do you remember our summers at the cabin?"
"Of course. We would swim in the lake every single day."
"And your dad would always make that terrible fish stew."
"Don't remind me — we would eat it anyway, out of politeness!"
Exercício 1 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence.
Exercício 2 · Escolha a frase correta
Which sentence is correct — would cannot describe a past STATE.
Exercício 3 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence for a repeated past action.
Exercício 4 · Escolha a frase correta
Which sentence uses 'would' correctly?
Exercício 5 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence.
Exercício 6 · Escolha a resposta certa
Which word or phrase often signals a repeated-habit 'would', not a conditional one?
Exercício 7 · Escolha a frase correta
Choose the sentence that correctly describes a past state, not a habit.
Exercício 8 · Escolha a frase correta
Choose the correct sentence.
Exercício 9 · Complete a frase
Complete: 'On Sundays, my grandmother ___ (would/bake) bread.' (repeated past habit)
Exercício 10 · Complete a frase
Complete: 'I ___ (used to/be, NOT would) shy as a child.' (past state — choose the correct verb)
Exercício 11 · Classifique em grupos
0 / 6 classificadas
Exercício 12 · Erro típico: imperfeito de estado traduzido com would
Portuguese: "Antes, eu tinha cabelo comprido." Which English translation is correct?
Cinco perguntas variadas para conferir o que você aprendeu.
Pergunta 1 / 5
Pontuação: 0/0
Choose the correct sentence.
Past perfect (mais-que-perfeito)
Had + particípio: o “já tinha feito” do inglês. Veja quando ele é obrigatório, onde vão already e never e por que “the train already left” engana.
Used to para hábitos do passado
“Eu costumava tocar piano”: used to para hábitos e situações do passado que não existem mais, com didn't use to e Did you use to…?
Past continuous (passado contínuo)
Was/were + -ing: uma ação em andamento no passado, o cenário de uma história e a ação interrompida. Quase igual a “eu estava lendo”.
Past perfect continuous (had been + -ing)
Had been + -ing: quanto tempo uma ação vinha acontecendo antes de um momento do passado. Por que “fazia uma hora que…” não vira “it made one hour”.